CRISE NO GOVERNO – REPRESENTANTES DO BANCO MUNDIAL APONTAM SOLUÇÕES ANTERIORMENTE DEFENDIDAS POR FÁBIO DANTAS

A governadora eleita Fátima Bezerra(PT) está elegendo como prioridade a partir de janeiro trabalhar para colocar em dia o pagamento do funcionalismo público. Focada no populismo a petista pode deixar de fazer o dever de casa e levar o Estado a continuar percorrendo o caminho sem volta enveredado pela atual gestão.

Tentar viabilizar a chegada de dinheiro extra para socorrer a folha de pessoal e pensar que essa é a grande saída, é perder a oportunidade de no início da gestão criar mecanismos eficazes para conter o aumento desordenado na folha de pessoal e corrigir a disparidade nos salários de servidores de igual qualificação, porém pertencentes a órgãos distintos do Governo do Estado.

A exemplo do governador Robinson Faria(PSD), a futura governadora parece fugir do óbvio, que é buscar a aprovação de uma legislação voltada para estabelecer o teto do serviço público estadual, acabando com os super-salários, limitando a remuneração do servidor público estadual ao teto dos chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, como também a adoção do regime paritário entre as categorias da administração direta e indireta, como sempre defendeu o vice-governador Fábio Dantas(PSB) desde o início do atual Governo.

No último dia 29 representantes do Banco Mundial para o Brasil apresentaram à equipe de transição do governo estadual a radiografia dos problemas que afetam as finanças do RN. Na oportunidade, para resolver esse gargalo que será herdado pelo próximo governo, diretores e técnicos do Banco Mundial defenderam as mesmas saídas cantadas em verso e prosa pelo atual vice-governador Fábio Dantas. Os representantes do capital internacional defendem que o Estado enfrente a crise com a implantação do teto dos gastos públicos, a implantação do teto salarial do serviço público e a adoção do regime paritário entre as categorias da administração direta e indireta.

Agora, tendo conhecimento do tamanho do problema e quais caminhos percorrer, resta a governadora eleita optar por fazer um governo populista ou governar para o RN.

Sobre o encontro com os representantes do Banco Mundial a governadora eleita fez a seguinte consideração: “Nossa equipe de transição estará trabalhando com o Banco, com os auditores fiscais e com técnicos e especialistas de diversas áreas para que possamos, com um diagnóstico preciso em mãos, realizar as mudanças que o estado precisa, isso tudo levando em conta o desenvolvimento do Estado”. Fátima ressaltou ainda que a normalização do pagamento dos salários dos servidores será prioridade do seu governo.

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