CIDADES DESENHAM COM EFICÁCIA PROGRAMAS PARA SUBSTITUIR MAIS MÉDICOS

Na falta de definição do governo de Jair Bolsonaro (PSL) de qual programa substituirá o Mais Médicos, estados e municípios estão criando seus próprios planos para preencher as vagas ociosas deixadas pela saída dos médicos cubanos em novembro do ano passado.

Os modelos regionais se baseiam na oferta de bolsas de estudo, sem vínculo empregatício. Os médicos selecionados farão residência ou especialização em medicina de família e, ao mesmo tempo, atender em postos de saúde.

No Ceará, segundo estado mais afetado pela saída dos médicos cubanos e de brasileiros, o recém-criado programa Médicos da Família prevê bolsas mensais no valor de R$ 11,8 mil. Fortaleza foi o primeiro município a aderir à iniciativa e, a partir de julho, contará com 140 novos médicos.

O Espirito Santo desenhou projeto semelhante. O Tocantins segue o mesmo caminho. Campinas (SP) aprovou lei criando o programa Mais Médicos Campineiro, que prevê 120 vagas de residência ou especialização em medicina de família.

Só a saída dos médicos cubanos causou a desassistência de 28 milhões de usuários do SUS, segundo a Confederação Nacional dos Municípios.

Em levantamento de abril último, o Ceará figurava como segundo estado com mais vagas ociosas no Mais Médicos (370), atrás de São Paulo (478). No Espírito Santo, estimativa-se que 120 equipes de saúde da família estivessem sem médicos. Das 640 existentes no Estado, 509 eram ocupadas por profissionais do Mais Médicos. A meta é que os municípios consigam preencher suas vagas ociosas e criem outras de modo a aumentar a cobertura de saúde da família. As bolsas serão bancadas pelas prefeituras.

O Mais Médicos Campineiro deve substituir gradativamente os profissionais do programa federal, cujos contratos terminam entre 2020 e 2021. O programa prevê a abertura de 120 vagas de residência em medicina de família e comunidade, com bolsas de R$ 11 mil, e atuação desses médicos nos postos de saúde.

O programa tem como parceiros as faculdades de medicina da Unicamp, São Leopoldo Mandic, PUC-Campinas e a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, diz que é muito positiva a iniciativa de estados e municípios de reposição das vagas de médicos por meio da residência ou especialização.

“Isso melhora o compromisso do médico com o serviço e fortalece a atenção primária.” Para ele, as residências médicas têm mais chances de fixar o profissional nos locais de trabalho do que apenas a graduação em medicina.

Vale ressaltar que as dificuldades para contratar profissionais e assegurar atendimento médico universal é uma realidade que afeta os municípios e que deve ser levada em consideração.

Com informações do site: www1.folha.uol.com.br

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