PRESTÍGIO POLÍTICO DE HENRIQUE NO GOVERNO FEDERAL E NO PMDB NACIONAL NÃO É MAIS O MESMO.

Os ânimos acirraram-se a tal ponto que o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (foto), teve uma conversa tão áspera com o futuro ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que beirou o rompimento.
É o que relata um dirigente do PMDB. Segundo ele, o bate-boca telefônico entre os dois na terça-feira da semana passada foi ríspido nos decibéis e no conteúdo.
“Parece que vocês não aprenderam com o mensalão. Depois não venham correr atrás do PMDB para resolver os problemas (do governo e do PT)”, disse Alves ao ministro, revoltado com a notícia de que seu partido perderia o cargo mais estratégico do ministério e o comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Outro peemedebista explica que a referência ao episódio que ficou conhecido como escândalo do mensalão foi para lembrar ao ministro o momento mais crítico do governo Lula, quando o apoio do PMDB foi fundamental para manter a governabilidade.
O parlamentar acrescenta que Henrique deixou claro que seu partido não aceitava perder posições, sobretudo sem aviso prévio.
Segundo esse interlocutor, o ministro tentou acalmar Alves e contemporizar. “Não se preocupe. Vocês vão ter tudo lá (no ministério)”, teria dito Padilha a Henrique de acordo com o peemedebista. “Não quero nada. Fique com tudo”, reagiu Alves.
O nervosismo do líder do PMDB dá a medida exata da pressão que ele tem recebido. Vários deputados avaliam que Alves negociou mal e ainda permitiu que o partido saísse do embate carregando sozinho a pecha de fisiológico, embora todos tenham brigado por espaço.
Os insatisfeitos dizem que Henrique Alves se preocupou mais em construir sua candidatura à presidência da Câmara em 2013, conforme acordo com o PT, do que em defender os interesses da bancada peemedebista.
Reflexos – Henrique Eduardo Alves alertou ontem o candidato petista à presidência da Câmara, Marco Maia (RS), da possibilidade de a insatisfação da bancada com a perda de cargos no segundo escalão transformar-se em uma crise com reflexos na eleição na Casa.
Alves se reuniu com Maia e reclamou da troca de comando na Secretaria de Atenção à Saúde do ministério da Saúde. Padilha substituiu Antonio Beltrame, que tinha o apoio do PMDB, por Helvécio Magalhães, ligado ao PT de Minas.
O líder peemedebista acusou Padilha de atropelar o PMDB. “O partido não merecia a forma como foi feita (a substituição). Fazer sem conversar não vai dar certo, a bancada não vai aceitar. Queremos o direito de conversar e não sermos atropelados”, reclamou Henrique.
“É melhor ser leal e dizer isso com franqueza do que a bancada responder de forma emocional e descoordenada na votação. Não quero que Marco Maia pague esse pato, que não merece”, disse o deputado potiguar.
Alves demonstrou que o diálogo com Padilha está suspenso ao informar que não vai à cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Saúde, hoje.
Para evitar novas surpresas, a cúpula do PMDB na Câmara e no Senado vai se reunir no próximo dia 10 para fazer o levantamento de todos os cargos que o partido ocupa no segundo escalão e os postos que pretendem assumir. A lista será enviada a Dilma.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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