Agripino pede unidade dos aliados em Natal e Mossoró

Foto: Divulgação

O senador José Agripino Maia (DEM), presidente nacional do DEM, defendeu ontem que o grupo que compõe o arco de alianças em torno da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) no Rio Grande do Norte se apresente com candidaturas únicas em Natal e Mossoró, na eleição deste ano.

O senador incluiu ao leque de aliados o PSDB, o PMDB e  legendas próximas politicamente aos democratas. O nome que poderia representar os governistas, no entanto, não foi externado pelo senador. “Quem senta à mesa para dialogar e buscar parcerias não pode chegar com um nome pronto”, afirmou ele, ao ser indagado se o deputado federal Rogério Marinho, pré-candidato tucano (a sigla mais próxima dos democratas) já sai em vantagem.

Agripino não deixou pistas sobre a possibilidade ou não da legenda que comanda apresentar um candidato próprio em Natal ou Mossoró, mas no que concerne à capital deixou claro que “o partido pode ter uma candidatura própria e pode não ter”. O tema, assegurou o  senador, somente se definirá em meados de abril ou maio. “O DEM tem conversas com o deputado Rogério, bons entendimentos com o PSDB, mas esse processo não está fechado”, assinalou. Os tucanos são os aliados preferenciais dos democratas e isso é externado prontamente pelas principais lideranças de ambas as legendas.

O obstáculo capital, no caso do Rio Grande do Norte, são alianças também em passo de solidez como é o caso da que se formatou com o PMDB (partido que também dispõe de um pré-candidato, o deputado Hermano Morais). Agripino disse que vai defender até o último momento a unidade das siglas aliadas do DEM. Ele não soube precisar o número exato de candidaturas próprias que os democratas devem apresentar interior afora. “Mas posso dizer que com certeza faremos muito mais prefeitos do que temos agora”, analisou.

A tese externada pelo senador José Agripino Maia acaba por revelar estratégias diferentes entre possíveis candidatos da base e da oposição ao Governo. Na edição de ontem, a deputada Fátima Bezerra, do PT, defendia a candidatura de Fernando Mineiro, deputado estadual pré-candidato petista, e ao mesmo tempo opinava sobre uma aliança do grupo em um possível segundo turno, em Natal. Essa discussão tem colocado representantes de partidos oposicionistas em campos opostos. O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, pré-candidato do PDT, é o único que tem defendido a união do grupo em torno da candidatura que se mostrar mais viável do ponto de vista eleitoral. Até o momento ele tem liderado as pesquisas de intenção de votos, mas é seguido de perto por outra potencial pré-candidata, que é a ex-governadora Wilma de Faria, do PSB.

DEM tem dificuldades com candidaturas

O ano chega ao fim com a indefinição do grupo governista sobre se o DEM, partido da governadora Rosalba Ciarlini, terá candidato próprio em Natal ou Mossoró. Na capital, a possibilidade é considerada próxima de zero. Já no município do Oeste, a expectativa, que chegou a contar com seis nomes, terminou 2011 com três – dos quais um segue na peleja da lei da inelegibilidade. Trata-se da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) que, para sair candidata ao Palácio da Resistência, depende da renúncia de Fafá. A prefeita tem repetido que concluirá seu mandato, o que deixaria Ruth – em tese – fora do jogo político local. Tem-se o cenário composto pela vice-prefeita e os vereadores Cláudia Regina e Chico da Prefeitura, do Democratas.

Da Tribuna do Norte

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