ÁGUA UTILIZADA NA PRODUÇÃO DA CERVEJA BELORIZONTINA ESTAVA CONTAMINADA

Foto: JOAO LEUS / O TEMPO / Agência O Globo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou nesta quarta-feira que a água utilizada na produção da Cerveja Belorizontina, feita pela Cervejaria Backer, estava contaminada com a substância dietilenoglicol. A análise do Mapa constatou ainda que a contaminação aconteceu dentro da cervejaria. Duas mortes por síndrome nefroneural, que podem estar relacionadas com a ingestão da cerveja, já foram confirmadas.

A força-tarefa formada para investigar o caso ainda não chegou à conclusão de como a água teria sido contaminada com a substância, mas três hipóteses são consideradas: sabotagem, vazamento no tanque de resfriamento ou utilização indevida do dietilenoglicol durante a produção. Seis lotes da Belorizontina e um lote da cerveja Capixaba já foram periciados e em todos eles foi encontrada a substância. Na ação da força-tarefa foram apreendidos 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

Os lotes que já foram detectados como contaminados são: L2 1354, L2 1348, L2 1197, L2 1604, L2 1455, L2 1464 da marca Belorizontina e L2 1348 da marca Capixaba.

A apuração do Mapa identificou que a água utilizada, primeiramente, no resfriamento do mosto cervejeiro, materia-prima da cerveja, já estava contaminada. Ao longo da cadeia, essa água que, após resfriar o mosto saía quente do tanque, era novamente utilizada no processo de produção. Assim, o Mapa concluiu que toda produção da Backer deve ter sido contaminada, justificando a decisão de determinar o recolhimento e impedir a comercialização de todos os rótulos da cervejaria.

Por; oglobo.com

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