WITZEL DEMITE ADVOGADOS E TENTA MANOBRA PARA ADIAR JULGAMENTO DE IMPEACHMENT

Foto: Wilson Dias

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pediu, na manhã desta 4ª feira (7.abr.2021), ao Tribunal Especial Misto, formado por 5 desembargadores do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e 5 deputados estaduais, o adiamento do julgamento de seu processo de impeachment.

Witzel alegou enfrentar dificuldades financeiras e disse ter demitido todos os advogados que atuam em sua defesa na noite de 3ª (6.abr): “Eu peço, senhor presidente, que me conceda o prazo de 20 dias para a apresentação de defesa. O processo é complexo, tenho dificuldade de contratar advogado por não ter capacidade financeira”.

“Meus advogados não são remunerados. As remunerações foram pagas no início por mim, em valores simbólicos. Não tenho capacidade financeira de pagar um escritório de advocacia. Mas independentemente da capacidade financeira, o escritório da doutora Ana Teresa Basílio tem me assistido”, declarou.

A solicitação, no entanto, foi negada pelo tribunal. Durante seu voto, o desembargador Maldonado de Carvalho disse que só é permitido que ocorra substituição de defesa quando for definido um novo advogado. “A medida é totalmente impertinente”, afirmou o magistrado. Outros integrantes do tribunal mistro disseram que o pedido era uma “manobra” ou uma “tentativa de causar tumulto” .

Antes do depoimento, em entrevista a jornalistas, Witzel disse que identificou o chefe do esquema investigado por fraudar licitações e contratos com OSs (organizações sociais) na Secretaria Estadual de Saúde.

“Nos depoimentos do Edson Torres e do Edmar Santos, eu identifiquei quem é o chefe da organização criminosa. Não foi ouvido ainda um dos participantes dessa organização criminosa, que segundo o Edson é o Zé Carlos, ele foi apresentado ao Edmar para que ele fizesse parte dessa distribuição de caixinha dentro da Secretaria de Saúde, e da qual eu não faço parte. Essa pessoa se chama José Carlos”, disse Witzel.

Poder360

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