67% DOS BARES E RESTAURANTES DO ESTADO ESTÃO COM PAGAMENTOS ATRASADOS DURANTE A PANDEMIA, DIZ ABRASEL

Foto: Adriano Abreu

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN (Abrasel-RN) mostram que 67% dos bares e restaurantes do Estado estão com pagamentos atrasados durante a pandemia. As dívidas dizem respeito a impostos, fornecedores e colaboradores. A situação do Estado está em consonância com o que tem acontecido no âmbito nacional, o que demonstra as dificuldades pelas quais o setor vem passando durante a pandemia. Para tentar minimizar essas dificuldades, o Governo do Estado vai parcelar o ICMS para o setor.

A Abrasel aponta também que, dentre os endividados, cerca de 86% dos estabelecimentos ficaram no prejuízo durante o mês de abril. A Associação conclui portanto que a reabertura não trouxe um impacto significativo no último mês. Em março, esse mesmo número era de 82%. Ao mesmo tempo, 55% afirmam ter dificuldades para pagar salários atualmente. Houve uma melhoria em relação a abril, quando 91% dos restaurantes e bares relataram dificuldades para pagar os salários.

Em razão das dificuldades para manter o próprio negócio, os empresários afirmam, em sua maioria, uma disposição para aderir aos programas de apoio disponibilizados pelo Governo Federal. São 75% os que pretendem aderir ao Pronampe, que é o programa federal de crédito emergencial com juros mais baixos e condições mais favoráveis. De acordo com a Abrasel, “o alto endividamento e a luta para se manter respirando fazem com que a necessidade de crédito emergencial barato seja grande”. Além disso, a maioria das empresas (62%) irá postergar o recolhimento do FGTS de seus funcionários, como permite a MP 1046.

Por fim, 48% dos empresários pretendem reduzir a jornada dos seus funcionários, como preconiza o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). Outros 15% dizem já ter ajustado a equipe e 23% não querem o compromisso de dar estabilidade depois, o que é uma das obrigatoriedades para quem aderir ao programa de redução de jornada. Já os que pretendem optar pela suspensão de contrato, dentro do mesmo programa, são 41%.

Tribuna do Norte

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