CASO RACHEL GENOFRE: ACUSADO DE MATAR MENINA E COLOCAR DENTRO DE MALA É CONDENADO A 50 ANOS DE PRISÃO

Foto: Reprodução/RPC

Carlos Eduardo dos Santos foi condenado a 50 anos de prisão pela morte da menina Rachel Genofre, em júri popular nesta quarta-feira (12). A condenação foi anunciada por volta das 23h pelo juiz.

O julgamento aconteceu com portas fechadas, por conta do segredo de justiça. Carlos Eduardo foi condenado, por 4 votos a 1, a 40 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado – mediante meio cruel, asfixia e ocultação do corpo -, e a 10 anos por atentado violento ao pudor.

Rachel foi encontrada morta em novembro de 2008. O corpo foi achado com sinais de violência sexual dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba.

Carlos Eduardo, que estava preso em São Paulo, foi descoberto em 2019, por meio do cruzamento de dados. Ele foi ouvido por videoconferência.

COMO FOI O JÚRI

O júri começou, por volta das 13h40 e foi composto por dois homens e cinco mulheres no Conselho de Sentença. Ao todo, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e outras três de defesa.

A primeira pessoa a ser ouvida foi a mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo. Antes de entrar para o julgamento, ela disse à RPC que estava ansiosa por esse momento, que esperou por quase 13 anos.

“Foi um período muito longo, tive ajuda imensa de um movimento feminista que sempre esteve na luta conosco e assim estamos hoje com essa vitória. Um monstro a menos em nossa circulação”, disse Maria Cristina.

Apesar de tentar se manter firme e ter esperado por esse dia, a mãe de Rachel disse que não estava preparada. “Não tem tratamento que nos dê essa preparação, mas tem muita ansiedade, a luta durante estes quase 13 anos foi para que isso acontecesse”.

Para a mãe de Rachel, saber que Carlos Eduardo já estava preso e agora a condenação, é um pequeno alívio.

“Um pouco de medo a menos, por saber que estava dentro de uma cadeia e naquele momento não conseguiria cometer crime nenhum contra nenhuma outra criança. Muito difícil pra mim, até mesmo a vida que eu levo, acreditar que possa existir um monstro dessa magnitude”.

Maria Cristina, que disse não acreditar que possa existir alguém tão brutal, comentou que a luta de quase 13 anos não vai parar por aqui. “Continuarei na luta contra esses monstros que estão à solta”.

G1

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