MÃE DE MORTO NO JACAREZINHO PEDE R$ 20.000 DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

Protesto contra a ação em Jacarezinho. Operação deixou 28 mortos. Foto: Roberto Parizotti.

Adriana Santana, mãe de um jovem morto na operação do Jacarezinho, entrou na Justiça contra o jornalista Allan dos Santos, o ator Thiago Gagliasso, o youtuber Victor Lucchesi e 4 deputados. Ela quer que todos lhe paguem indenização por danos morais.

Segundo Adriana, o grupo compartilhou um vídeo que a associava falsamente ao tráfico de drogas. A informação foi divulgada em reportagem desta 5ª feira (20.mai.2021) no portal Uol.

A gravação mostra uma mulher dançando com um fuzil. A imagem foi publicada em resposta a um outro vídeo, que mostra a mãe pedindo justiça pela morte de seu filho. Eles alegam que a pessoa no vídeo do fuzil é Adriana.

A operação policial na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital do Rio de Janeiro, deixou 28 mortos. É a mais letal já registrada na capital fluminense.

FAKE NEWS

Depois que as imagens viralizaram, Adriana passou a ser ameaçada e hostilizada. Mas quem aparece no vídeo não é Adriana. A mulher das filmagens se chama Rosana e afirma que as armas, na verdade, eram de airsoft (pressão de ar, usada em esportes e para entretenimento).

Os netos de Rosana usam os equipamentos em vídeos que gravam para o YouTube. Em um churrasco da família, colocaram a música “Minha avó tá maluca”, e ela dançou com a arma como forma de brincar com a letra.

Rosana, que mora a 20km do Jacarezinho, também passou a ser hostilizada.

O QUE PEDE A DEFESA

Adriana pede que os vídeos sejam retirados de circulação e que os réus se retratem tanto em suas redes sociais quanto em jornal de grande circulação. Também pede R$ 20.000 de indenização de cada citado. No caso do ator Thiago Gagliasso, a indenização seria de R$ 40.000.

Também são alvos da ação o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e os deputados estaduais Gil Diniz (sem partido-SP), Delegada Sheila (PSL-MG) e Filippe Poubel (PSL-RJ).

O advogado de Adriana, João Tancredo, argumenta que a imunidade parlamentar não é válida nesse caso: “A imunidade parlamentar se dá em razão do exercício da função. E publicar mentiras não é exercício da função”, declarou.

Tancredo lembra que Allan dos Santos, o jornalista dono do site Terça Livre, é investigado no inquérito das fake news e em outro processo que apura a organização e financiamento de atos contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

“Eu acho que, nesse processo contra ele, o juiz vai considerar [o histórico] na hora de aplicar o dano moral. O juiz tem que reiterar a conduta repetida dele, para fixar uma indenização punitiva, para ele não fazer mais isso”, afirmou Tancredo ao Uol.

Poder360

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