POLÍCIA INDONÉSIA DESCOBRE REUSO DE COTONETES PARA TESTES DE COVID EM AEROPORTOS

Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

Até 10 mil passageiros de companhias aéreas podem ter sido testados para coronavírus com cotonetes nasais reutilizados em um golpe que rendeu milhares de dólares para os perpetradores, de acordo com a polícia da Indonésia.

Cinco funcionários da maior empresa farmacêutica indonésia Kimia Farma foram presos em 27 de abril por supostamente lavar e reembalar kits de swab nasal para teste rápido de antígeno e usá-los em passageiros no Aeroporto Internacional de Kuala Namu na cidade de Medan, no norte do país.

A Indonésia exige que todos os passageiros apresentem um teste de coronavírus negativo antes de embarcarem em um voo doméstico, e a empresa vende os kits de teste no aeroporto de Medan, o terceiro maior do país.

O golpe já estava em andamento há cerca de quatro meses, disse a polícia.

O porta-voz da Polícia do estado de Sumatra do Norte, Hadi Wahyudi, disse que as autoridades ainda estão investigando o número de vítimas afetadas pelos cotonetes reutilizados.

“Eles começaram o crime em 17 de dezembro de 2020. Se todos os dias eles tivessem de 50 a 100 clientes, o número de vítimas seria estimado em cerca de 10 mil”, disse ele.

Os suspeitos foram acusados de crimes de acordo com a legislação de Saúde da Indonésia, que prevê pena máxima de 10 anos de prisão se forem considerados culpados, e de acordo com a Lei de Proteção ao Consumidor do país, que prevê pena máxima de cinco anos.

Entre os presos está o gerente de negócios de Medan da empresa Kimia Farma. A polícia disse que cada suspeito desempenhava papéis diferentes no golpe, desde lavar os cotonetes até reembalar o kit e entregar as amostras ao laboratório.

A polícia encontrou cotonetes reciclados, embalagens recicladas e 149 milhões de rúpias (R$ 55.800), em dinheiro durante a operação que prendeu os cinco suspeitos. Os passageiros pagaram 200 mil rúpias (R$ 75) para cada teste com os cotonetes.

CNN Brasil

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