GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA FALTA COM A LITURGIA DO CARGO E A ÉTICA NA FUNÇÃO PÚBLICA AO ACUSAR BOLSONARO DE TER “DESVIO MENTAL E DE CARÁTER”

Foto: Pedro Stropasolas

A governadora do RN, Fátima Bezerra(PT), ao afirmar em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal – STF, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem “desvio mental e de caráter”, demonstra um comportamento inadequado para quem exerce elevada função pública.

Para quem tem defendido com veemência a tão falada “falta de evidência científica”, afirmar algo sem a devida comprovação, principalmente em se tratando do chefe da nação é no mínimo antiético.

Mergulhada na escuridão ideológica do seu partido, a govenadora baixa o nível na tentativa de atingir quem muito tem feito pelo governo potiguar, enviando uma verdadeira enxurrada de recursos financeiros que têm ajudado no funcionamento da máquina pública, mesmo sabendo que o reconhecimento é zero.

Como o incidente envolve uma governadora que se apresenta como professora, é até aceitável que falte o reconhecimento, mas é no mínimo ético que sobre o respeito.

Caso:

A governadora   criticou a ação judicial do presidente Jair Bolsonaro  contra medidas restritivas adotadas para frear a pandemia do novo coronavírus.

Em manifestação enviada na terça-feira(08) ao STF (Supremo Tribunal Federal), ela diz que posições apresentadas pelo presidente são “fruto do desvio mental e de caráter” de Bolsonaro.

Fátima faz referência ao trecho da petição apresentada pelo presidente em que ele diz que os decretos estaduais de restrição “determinam a paralisação de tudo que é considerado não essencial, como se a sobrevivência exclusivamente biológica fosse a única demanda passível de ser protegida pelo direito”. (Com informações do Portal UOL.)

“Desconsideram o caráter complexo e multifacetário de expressões da dignidade e da personalidade humana, como a dignidade do trabalho, a dignidade de manter um empreendimento econômico e a dignidade de poder buscar o sustento seu e de seus dependentes”, escreveu o presidente no documento de 27 de maio, assinado em conjunto com o advogado-geral da União, André Mendonça.

Em sua manifestação, a governadora diz que “sem a sobrevivência exclusivamente biológica, ou seja, sem a vida humana, não existe dignidade, personalidade, trabalho, empreendimentos econômicos ou busca pelo sustento próprio ou de quaisquer dependentes”. “A não ser que o requerente [Bolsonaro] consiga demonstrar que existam outros tipos de sobrevivência diversas da biológica.”

“Obviamente  que somente este trecho da ação ora combatida já demonstra ser ela fruto do desvio mental e de caráter do requerente [Bolsonaro] e do advogado-geral da União, os quais, a cada dia, revelam um grave e intolerável desprezo à vida humana e ao próximo”

Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte, em manifestação ao STF

Bolsonaro foi ao Supremo pedir que decretos com medidas restritivas adotadas por Rio Grande do Norte, Paraná e Pernambuco fossem derrubadas. Para o presidente, as medidas seriam inconstitucionais por ser uma “afronta aos direitos fundamentais ao trabalho, à livre iniciativa e à subsistência”.

Fátima discorda, e pontua que a Constituição impõe à União, aos estados e municípios “o dever de zelar pela saúde da população”. A governadora ainda ressalta que a lei sobre enfrentamento à pandemia, assinada por Bolsonaro, permite a adoção de restrições.

Recuo da governadora 

Mais tarde, nas  redes sociais dela , a governadora  disse que pediu a substituição da petição impetrada ontem no STF (ADI 6.855), para que sejam retirados os temos que considera inadequados no tratamento com quaisquer autoridades públicas,

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