MULHER ACUSADA DE JOGAR ÓLEO QUENTE EM HOMEM É SOLTA APÓS AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A mulher acusada de jogar uma panela de óleo quente em um homem, durante as comemorações de Ano Novo em Pirangi, no município de Parnamirim, foi solta pela Justiça. A decisão foi tomada pelo juiz Pedro Caldas, da 14ª Vara Criminal da Comarca de Natal, em audiência de custódia nessa segunda-feira (03).

Ela, identificada como Ana Angélica , foi presa no domingo (02), após o crime. O advogado de defesa alegou que o ataque foi motivado pela prática de assédios sexuais do homem, identificado como Guttemberg Simplício, contra a sua cliente.

“Houve esse assédio, uma importunação por parte da vítima e foi uma reação de quem estava sendo importunada. Existem várias versões, mas a versão da minha cliente é que houve o assédio”, ponderou.

O advogado acrescentou que a mulher “estava fritando petiscos para oferecer a essas pessoas e jogou uma quantidade de óleo e lesionou a vítima”. Segundo ele, essa foi o único ataque promovido pela acusado, negando qualquer outra tentativa de violência.

“Existem versões que serão contraditadas. Minha cliente nega que tenha utilizado, além do óleo, qualquer outro instrumento. Portanto, essa versão precisa passar pelo crivo do contraditório”, falou.

A versão contestada pelo advogado é a apresentada pela família de Guttemberg. “Quando ela jogou o óleo nele, ela foi para cima dele, bateu nele. Os dois rolaram no chão. Ela pegou uma churrasqueira para jogar nele. Fora o que já tinha jogado nele”, afirmou Amanda Melo, ex-cunhada do homem.

À TV Tropical, os familiares disseram que buscam entender a motivação do ataque. Eles suspeitam que Angélica nutria uma paixão pela vítima, o que não era correspondido. Eles ainda comentaram que a mulher ligava com frequência para Guttemberg e negaram qualquer assédio.

“Se precisar de testemunha, tem. Cadê as provas de que ele assediou? Ela vivia tentando contato com ele”, disse Álvaro José de Melo, ex-cunhado de Guttemberg.

O homem está internado no setor de queimados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, com as costas e o rosto queimados. Do outro lado, a mulher vai responder em liberdade até o fim do processo. Segundo o defensor, ela tem residência fixa, filho menor de 18 anos, emprego de carteira assinada e é responsável pela mãe de 78 anos e ré primária, o que motivou a soltura em audiência.

Portal da Tropical

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