Terremoto de magnitude 7 deixa mais de 800 mortos no Marrocos

Foto: Fadel Senna / AFP

Epicentro da catástrofe foi registrado na cidade de Ighil, a 63 quilômetros a sudoeste de Marrakesh. Número de vítimas aumenta após chegada às zonas rurais e de difícil acesso

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter sacudiu na sexta-feira, dia 8, a região de Marrakesh, no norte do Marrocos, deixando pelo menos 820 mortos e centenas de feridos, de acordo com um balanço preliminar divulgado pelo governo do país. Número de vítimas deve aumentar ainda mais à medida que buscas continuam e equipes de resgate chegam a áreas remotas.

Autoridades locais afirmam que a maior parte das vítimas está nas regiões de montanhas, de difícil acesso, onde há relatos de famílias inteiras presas sob os escombros.

De acordo com um boletim de alerta sísmico divulgado pelo Instituto Nacional de Geofísica do Marrocos, o terremoto ocorreu às 23h11 locais (19h11 de Brasília). O epicentro foi registrado na cidade de Ighil, a 63 quilômetros a sudoeste de Marrakesh, a uma profundidade de 8 quilômetros.

Conforme testemunhas ouvidas pela agência de notícias EFE, o tremor foi sentido em cidades do norte, como Larache, a 550 km do epicentro, bem como em Casablanca e na capital, Rabat, a 300 km e 370 km de distância, respectivamente, onde os moradores saíram às ruas na expectativa de uma possível réplica.

Cestos, baldes e roupas podiam ser vistos entre pedras espalhadas nas ruínas de um edifício. A mídia local informou que as estradas que levam à região montanhosa ao redor do epicentro estavam lotadas de veículos e bloqueadas com pedras desabadas, dificultando os esforços de resgate.

Os marroquinos publicaram vídeos mostrando danos em partes das famosas muralhas vermelhas que cercam a cidade velha de Marrakesh, Patrimônio Mundial da UNESCO.

O terremoto também foi sentido em países como Portugal e Argélia, conforme o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e a agência de Defesa Civil da Argélia, que supervisiona a resposta a emergências. /EFE, AFP e AP.

Estadão

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