FOGO TAMBÉM ATINGIU UTI DO HOSPITAL BADIM, ONDE HAVIA MUITA FUMAÇA E FALTA DE VENTILAÇÃO

Pacientes foram retirados da unidade e levados para outras sete unidades de saúde na cidade Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Badim, no Maracanã, Zona Norte do Rio, também pegou fogo durante o incêndio que deixou 11 mortos entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira. No espaço confinado em que estavam sob tratamento os pacientes com quadros mais delicados, o Corpo de Bombeiros encontrou um foco de incêndio e muita fumaça, que precisou ser ventilada através de buracos feitos nas paredes. As informações são do coronel Luciano Sarmento, subchefe de operações da corporação, que concedeu entrevista ao “RJTV” da TV Globo.

— Na UTI, ao fundo, existia fogo. Na parte mais profunda. Na busca das vítimas, também fizemos um combate ao fogo. Era um local muito confinado, onde tínhamos uma quantidade muito grande de fumaça e precisávamos ventilar esse local — explicou Sarmento, em referência à falta de saídas de ar em UTIs, praxe em hospitais para evitar contaminações externas.

Ainda de acordo com Sarmento, o socorro só foi facilitado quando os bombeiros conseguiram criar escapes para a fumaça. Isso foi feito através de buracos feitos nas paredes (recurso também utilizado em outros espaços do prédio, até mesmo onde há janelas) e de uma porta que foi encontrada depois que uma planta do local chegou às mãos dos oficiais.

— A gente conseguiu com a escada mecânica, que coloca alguns bombeiros na sacada. Chegamos com uma estratégia de quebrar a parede para que pudesse fazer uma ventilação ali. Nós conseguimos encontrar a planta, o projeto arquitetônico da UTI, encontramos uma porta e aí conseguimos facilitar a ventilação — disse Sarmento.

Indagado se fumaça, fogo e confinamento prejudicaram os resgates na UTI, Sarmento confirmou:

— Nós restagamos muitas pessoas na UTI. O que acontece é que era um lugar que tinha muita dificuldade de ventilação, mais a fumaça. E isso prejudicou e muito. Você imagina vários leitos, a gente trabalhando e tirando. Só que a UTI tem pessoas que estão muito ruins, muito mal. Com uma capacidade física muito debilitada — afirmou o coronel.

O Globo

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