RELATÓRIO DO MS DIZ QUE BRASIL NÃO TEM LABORATÓRIOS, MÉDICOS E EQUIPAMENTOS PARA COMBATER COVID-19

Relatório do MS diz que Brasil não tem laboratórios, médicos e equipamentos para combater Covid-19 Foto: GETTY IMAGES

BRASÍLIA – Um relatório elaborado pela equipe técnica do Ministério da Saúde aponta que o Brasil não tem médicos, laboratórios e equipamentos em número suficiente para o combate ao novo coronavírus. O boletim foi publicado no fim da noite de sexta-feira no site do Ministério da Saúde.

“Há carência de profissionais de saúde capacitados para manejo de equipamentos de ventilação mecânica, fisioterapia respiratória e cuidados avançados de enfermagem direcionados para o manejo clínico de pacientes graves de COVID-19 e profissionais treinados na atenção primária para o manejo clínico de casos leves de Síndrome Gripal”, diz um trecho do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde e que compilou dados até a última sexta-feira.

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Em outro trecho, o documento faz uma avaliação negativa sobre a estrutura física do país no combate à doença. Por já saber da questão, os estados têm criado leitos, inclusive em hospitais de campanha.

O Ministério aponta ainda que o Distrito Federal e os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Ceará são os que inspiram mais cuidado atualmente. A pasta teme que, nesses locais, a epidemia esteja em transição para uma fase conhecida como “aceleração descontrolada”.

O documento diz ainda que a capacidade laboratorial do governo é insuficiente para atender à demanda projetada pelo Ministério da Saúde para o que considera que será a fase mais crítica da epidemia.

Para dar conta dessa fase, a rede nacional de laboratórios, composta por 27 laboratórios centrais nos estados e no Distrito Federal precisaria ampliar sua capacidade diária de processar exames que é de 6,7 mil por dia para algo em torno de 50 mil por dia, um aumento de 646%.

respiradores e testes laboratoriais) e equipes de saúde (médicos, enfermeiros, demais profissionais de saúde e outros) estejam disponíveis em quantitativo suficiente”, informa outro trecho do boletim.

O documento também detalha o perfil das vítimas até o momento. Entre os 359 óbitos confirmados até então, 286 já possuem investigação concluída, diz o ministério. Destes, 165 (57,7%) foram do sexo masculino.

Por:oglobo.globo.com

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