LÍDER DO PMDB VOLTA A DEFENDER O SAL POTIGUAR

Os líderes da base aliada voltaram a se reunir nesta terça-feira (23), em Brasília, durante almoço na residência do deputado Fábio Faria (PMN-RN). Os líderes dos partidos que apóiam o governo, discutiram os assuntos relativos a pauta de votação da Câmara dos Deputado, antes da definição dos temas com o presidente Marco Maia (PT-RS) e demais lideranças, inclusive da oposição.

Uma das preocupações externadas pelo líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), foi em relação a resistência do Ministério dos Transportes à proposta de prorrogação da isenção da tarifa adicional sobre o frete de produtos embarcados nos portos do norte e nordeste.

Entre os produtos mais beneficiados com a emenda apresentada pelo deputado Henrique Alves, prevista para as próximas votações, está o sal potiguar. A tarifa, cobrada para renovação da frota da marinha mercante, terá isenção prorrogada por mais cinco anos, a partir de janeiro de 2012 até 2017.

O assunto já havia sido discutido com o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, mas o líder do PMDB identificou resistência à proposta no Ministério dos Transportes, que perderia R$ 500 milhões em arrecadação para o Fundo de Renovação da Frota da Marinha Mercante.

“É mais fácil o Ministério dos Transportes adequar sua programação orçamentária do que quebrar uma indústria fundamental para o Rio Grande do Norte. Não aceitarei jamais”, declarou o deputado.

Henrique Alves havia acertado com o ministro Fernando Pimentel incluir a emenda durante a votação da Medida Provisória 534, que trata de incentivos à produção de equipamentos tecnológicos. “O ministro Pimentel também apóia a isenção para que o sal potiguar possa enfrentar a concorrência chilena”, continuou o líder do PMDB.

A isenção, reivindicada pelos salineiros, tem como objetivo enfrentar a concorrência do sal produzido no Chile. Mais barato e sem tarifação, o produto chileno chega ao Brasil em melhores condições de concorrência do que o sal brasileiro. “Pagar o adicional de frete do Fundo da Marinha Mercante pode quebrar a indústria do sal do Rio Grande do Norte. Produzimos 95% do sal brasileiro”, concluiu o deputado.

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