ALEXANDRE DE MORAES PRORROGA A PRISÃO DE SARA WINTER POR 5 DIAS

A ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter  Foto: Joédson Alves/EFE

 O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta sexta-feira (19) prorrogar por mais cinco dias a prisão da ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, líder do grupo “300 pelo Brasil”, que está presa desde segunda-feira (15).

A decisão atendeu ao pedido do vice- procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, para a prorrogação das prisões temporárias de Sara e de outras cinco pessoas investigadas no inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.

A ativista foi para a cadeia por decisão do ministro, relator de um inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Ao fazer a solicitação, o vice-procurador-geral defendeu a imprescindibilidade da segregação para a atual fase do inquérito policial.

Os investigados são apontados como líderes do movimento 300 do Brasil, que mantinha acampamento na Esplanada dos Ministérios em Brasília e que foi responsável pela organização de alguns atos em que participantes defenderam medidas antidemocráticas como o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Na decisão que prorrogou as prisões, o ministro também deferiu o pedido da PGR para que seja garantido aos requeridos o encarceramento em celas atualmente reservadas à proteção de presos que sofrem risco de represálias ou, se isso não for possível no complexo penal, que os presos fiquem na carceragem da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Distrito Federal

Habeas corpus

Nesta quinta-feira (18), a ministra Cármen Lúcia  havia rejeitado o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa da ativista. Na quarta-feira (17), o Ministério Público Federal denunciou Sara Giromini por injúria e ameaça contra Alexandre de Moraes.

Há algumas semanas, Sara atacou o ministro pelas redes sociais depois de ter sido alvo de mandado de busca e apreensão no inquérito das fake news. Como punição, o MPF sugere pagamento de “no mínimo” R$ 10 mil por danos morais.

“Eles não vão me calar, de maneira nenhuma. Pelo contrário, eu sou uma pessoa extremamente resiliente. Pois agora, meu… e não é que ele mora em São Paulo? Porque se estivesse aqui eu já estaria na porta da casa dele convidando ele para ‘trocar soco’ comigo. Juro por Deus, essa é a minha vontade. Eu queria trocar soco com esse ‘filha da puta’ desse ‘arrombado’! Infelizmente não posso, mas eu queria. Ele mora lá em São Paulo, né? Pois você me aguarde, Alexandre de Moraes. O senhor nunca mais vai ter paz na vida do senhor!”, esbravejou a ativista em um vídeo.

R7

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