COMPLICAÇÕES DA COVID-19 PODEM ATINGIR CRIANÇAS E JOVENS ATÉ 19 ANOS DE IDADE

Crianças usando máscaras  –  Foto: Orlando Sierra/AFP/Ilustrativa

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) fez nesta sexta-feira, 31, alerta à população e aos integrantes dos serviços de saúde para a ocorrência de complicações pós-infecção por Covid-19 entre crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade. Segundo a Subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, estas complicações foram objeto de nota de alerta emitida pelo Ministério da Saúde.

“A Covid-19 é uma doença nova e ainda em investigação. Há agora uma preocupação dos Governo Estadual e Federal para a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid”, informou Alessandra. A síndrome pode acometer crianças e jovens de zero a 19 anos de idade com marcadores inflamatórios, febre e complicações cardíacas após infecção pelo novo coronavírus.

“Portanto, a população deve ficar atenta a sintomas como febre persistente, acima de três dias de duração. Nestes casos, os pais devem procurar atendimento médico. Já temos casos diagnosticados no Rio Grande do Norte que foram atendidos no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal. Foram dez crianças; nove receberam alta e uma está sob acompanhamento” informou a subcoordenadora.

Alessandra explicou que a vigilância deve ir além deste momento porque a convivência com o vírus terá um tempo maior. “Os casos estão sendo notificados e a Sesap está elaborando os protocolos clínicos para orientação à população, profissionais de saúde e municípios”, declarou.

Alessandra Luchesi ainda reforçou que é necessário continuar a articulação dos municípios com o Estado, que estes enviem informações com agilidade e efetividade à Sesap. “Isto é fundamental para mantermos o controle e a tendência de redução e para permitir à gestão estadual uma ação rápida nas situações que ameacem a tendência de queda nos novos casos. As medidas de higiene pessoal como desinfectar o celular, lavar as mãos, usar máscara e evitar aglomerações continuam a ser imprescindíveis para vencermos a pandemia”, lembrou.

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